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Falar Televisão
II série de conferências
A iniciar em 30 de Janeiro de 2003

A televisão fabrica-se de modo contínuo e entra nas casas do grande público, a cada momento. Cada um de nós é familiar com a televisão pois utiliza-a frequentemente. Tal familiaridade é, porém, parcial, pois conhecemos o seu produto, mas não os seus processos. Raramente contactamos, de forma directa, com aqueles que a fabricam, com os profissionais, com os que nela são intervenientes habituais directos, com aqueles que marcam épocas naquilo que os écrãs transmitem e com os que a teorizam.

Falar televisão tem sido (e será..) uma contribuição para que os agentes da televisão contactem com pequenos públicos, de forma directa; para que possamos melhor compreender processos de fabrico, conflitos de interesses, opções, escolhas narrativas; para que se possam divulgar os meta-conhecimentos sobre televisão que se produzem noutros locais, como a universidade; para que se contactem outros modos de fazer televisão, noutros países, com outros parâmetros; para que se possa, com nossas palavras, perceber as imagens, os sons, as outras palavras dos écrãs televisivos.

A iniciativa procurará também contribuir para o debate sobre o serviço público: para que existe? que conteúdos? que públicos? que iniciativas inovadoras estão a ser postas em funcionamento noutros países? Que iniciativas e programas são de aplaudir, que aspectos urge questionar?

Desde a última conferência, em Julho de 2002, vários acontecimentos cruzaram o nosso ver televisão. Para citar apaenas alguns podemos nomear as mudanças na gestão da televisão pública, a conclusão do relatório sobre o serviço público, polémicas fortes e justificadas sobre a cobertura televisiva do caso Casa Pia, o anúncio da transformação da RTP2 num canal aberto à sociedade civil, uma audição pública sobre televisão organizada pelo CDS, um colóquio sobre “Televisão e Família” organizado pela Universidade Católica, a atitude de intervenção que começa a despontar quer a nível do governo, quer a nível de outras instituições (como recentemente a Ordem dos Advogados) sobre os limites da televisão (limites que alguns querem inexistentes como se a lei, a ética, a moral e a liberdade dos cidadãos tivessem sido abolidas ou devessem sê-lo rapidamente…). Alguns desses temas serão tratados no Falar Televisão pela voz de oradores especialmente convidados ou pela voz de espectadores participantes que nos têm acompanhado e irão, certamente, continuar a acompanhar nas próximas sessões.

Falar televisão
é uma iniciativa concebida e organizada por José Carlos Abrantes, vice-presidente da direcção do Centro de Investigação Media e Jornalismo (CIMJ) e tem nestas primeiras sessões o apoio do jornal Público e do Instituto de Comunicação Social. Estão a realizar-se conversações com outras instituições (nomeadamente o Institut Franco Portugais) para trazer convidados de outros países da União Europeia, dos EUA e do Brasil.

 
© Centro de Investigação Media e Jornalismo, 2003