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19-04-2005

Grande Reportagem televisiva sob investigação
Genealogias da reportagem: do conceito de reportagem ao caso Grande Reportagem, programa da RTP (1981-1984) é o título da tese de doutoramento que Jacinto Godinho, jornalista da RTP e professor no Departamento de Ciências da Comunicação da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, irá defender na próxima quinta-feira, dia 21 de Abril, às 14.30, no auditório 1 daquela Faculdade.

Cristina Ponte | 10:08 | link permanente

06-04-2005

Um ensaio
A Colecção Media & Jornalismo da Editorial Horizonte acaba de publicar a obra “A Teoria da Comunicação de Alfred Schutz”. Trata-se do resultado de dois anos de investigação que se concretiza em tres passos essenciais: a) Apresentação de Alfred Schutz e a srqueologia das suas referências bibliográficas desde o longínquo Bergson a Max Weber, passando pela fortíssima relação com Hussserl; b) A construção de uma Teoria da Comunicação e c) as consequências dessa teoria para a construção de uma Teoria da Notícia.
Os aspectos mais importantes do livro estão no já referido ponto b) onde se procura elaborar uma teoria comunicativa da sociedade a partir da fragmentada obra de Schutz.
Como autor do livro deixo as seus leitores a possibilidade de concluírem se tal foi conseguido. Resta agradecer a João Pissarra e Nelson Traquina que incentivaram a feitura da obra e a José Manuel Santos e ao Instituto de Filosofia Prática que tornaram possível a (complicada) pesquisa bibliográfica necessária.

João Carlos Correia | 19:39 | link permanente

Novo Livro de João Pissarra
A Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, em conjunto com as Edições Colibri, editou “O Espaço Público e os Media: sobre a comunicação entre Normatividade e Facticidade”, lição proferida por João Pisssarra Esteves em Provas de Agregação realizadas naquela Faculdade em Março de 2003.
Trata-se de um discussão da relação entre Espaço Público e Media, entendendo-se estes como dispositivos tecnológicos de mediação simbólica.
O autor reafirma o diagnóstico de uma crise que resulta da separação entre opinião pública e crítica e que foi já antevista por Tocqueville e reafirmada por Bourdieu nos seus últimos textos sobre a Televisão. As causas desta crise são, pelo menos parcialmente atribuídas ao domínio que os meios sistémicos identificados por Luhmann – dinheiro e poder – exercem sobre a economia política dos media.
O tema mais exaltante deste pequeno ensaio é a tese do autor segundo a qual, o domínio do Estado e da Economia sobre a Comunicação Pública se traduz num efeito de agenda que conduz ao silenciamento das vozes dissidentes mas confere protagonismo às palavras e frases que exaltam a guerra e contribuem para a sua exaltação. Está feita a ponte com Walter Benjamin, um dos nomes que faz parte da galeria de preferências do autor na óptica deste intérprete.
Contra esta situação de crise, o autor insiste na responsabilidade das Ciências Sociais e da Comunicação manterem em aberto certos aspectos da problemática comunicacional, geralmente iludidos por percursos investigativos que privilegiam a análise das técnicas de sedução e de manipulação.
Recorrendo a Arato e Cohen, Pissarra considera que o Espaço Pública está numa dupla tensão entre a facticidade da configuração efectiva das suas estruturas comunicativas e a normatividade da Sociedade Civil que, como as manifestações conta a guerra demonstram, continua a introduzir elementos de aprofundamento democrático que contribuem para influenciar esse espaço.

João Carlos Correia | 19:37 | link permanente

Novo Livro de Mário Mesquita
A Universidade dos Açores editou em Novembro “Teorias e Práticas do Jornalismo: do telégrafo ao hipertexto”, texto da Lição Inaugural do Curso de Licenciatura em Comunicação Social e Cultura e da Pós-graduação e Mestrado em Cultura e Comunicação”, proferida no passado dia 2 de Novembro pelo Professor Mário Mesquita.
Mário Mesquita fala com muita precisão de uma querela antiga que ele consegue retomar com originalidade: a objectividade no jornalismo pode ser uma utopia, ou, na pior das hipóteses, uma mistificação e, consequentemente, ideologia. Porém, pode corresponder ao esforço normativo de distanciamento.
Com esta proposta, aquele investigador desmente a recuperação de qualquer mitologia da notícia como espelho da realidade ou a negação da subjectividade do jornalista. Trata-se antes de “admitir a implicação do pessoal do jornalista, guiado por uma intenção de objectividade na reconstrução dos acontecimentos” ( p. 8).
Logo “ganha especial pertinência neste campo, a compreensão da «objectividade jornalística» enquanto pragmática, ou seja enquanto conjunto de «normas » adoptadas pelos profissionais com vista a pautar o exercício do jornalismo” (Idem, p. 9). Mário Mesquita invoca deste modo Paul Ricoeur e Benveniste, quando estabelece a distinção entre o discurso e a história. O primeiro supõe a tentativa de o locutor influenciar o auditor, enquanto a segunda implica o apagamento pelo locutor da sua fala.
Para além destas fontes recorrentes na investigação do autor, existem alguns elementos adicionais como a referência certeira a Gramsci e a Benjamin para apontar o fundo arcaico do jornalismo: o contador de histórias mais perto da literatura de cordel (no caso de Gramsci), o produtor de informação que se afasta do contador de histórias em Benjamin.
Um dos pormenores mais interessantes da aula/ensaio reside na relação da escrita objectiva relacionada com a necessidade de precisão associada ao telégrafo por contraste com a nova subjectividade que surge na nova rede noticiosa como já alguns classificam a blogosfera.

João Carlos Correia | 19:35 | link permanente

© Centro de Investigação Media e Jornalismo, 2000-2007 | última actualização: 20.04.2007