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MEDIA E JORNALISMO Investigação, Recursos e Ideias

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Sexta-feira, Maio 30, 2003
 
MEDIA E JORNALISMO IDEIAS

Segundo o Jornal Brasileiro de Ciências da Comunicação volta a ser necessário o diploma de estudos superiores para o exercício profissional de jornalista.


"19 - TRIBUNAL DE SANTA CATARINA RESTAURA EXIGÊNCIA DO DIPLOMA DE JORNALISMO

Mais uma decisão do Tribunal Regional Federal - 4a Região, em Santa Catarina, foi favorável à categoria. Por unanimidade, os desembargadores da 4a Turma daquele tribunal decidiram, no último dia 14, que a Delegacia Regional do Trabalho (DRT) daquele Estado pode continuar a exigir o diploma de curso superior para o exercício profissional de jornalista. A medida suspende os efeitos da sentença proferida pela 2a Vara da Justiça Federal de Florianópolis que, desde março do ano passado, dava o direito a Célio Klein, do jornal Diário Catarinense, de exercer livremente a profissão, sem que a DRT pudesse multar o jornal pela irregularidade. O relator da decisão, desembargador Edgard Lippmann Jr., considerou que não pode ser aceito o argumento de que se trata de uma profissão cujo diploma seria dispensável. "Acolher tal posicionamento seria o mesmo que desmerecer por completo a própria profissão de jornalista", argumentou o desembargador. Fonte: Boletim Eletrônico do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, 23/5/2003"



 
MEDIA E JORNALISMO Recursos

Chegou mais um Jornal Brasileiro das Ciências da Comunicação.




 
Quinta-feira, Maio 29, 2003
 
MEDIA E JORNALISMO Ideias

Elzabete Vilar descreve, no Público, o que foi o Falar Televisão sobre Telenovela em Portugal. Mais uma vez não percebo que a Elizabete Vilar tenha escrito que "o serviço público de televisão não deve passar telenovelas" (posição de Vírgilio Castelo e de Jorge Paixão Costa) e que não tenha sido referida a opinião contrária expressa por Isabel Ferin e também por mim prório, na síntese final, favorável à não interdição de géneros para o serviço público. Um assunto que é debatido contraditoriamente não me parece dever ser relatado valorizando apenas um dos pontos de vista em presença. Estarei enganado?

No Diário de Notícias também Inês Baptista se refere à conferência (Fazer telenovelas em Portugal, página 61) embora não tenha encontrado link para o seu texto.




 
Quarta-feira, Maio 28, 2003
 
MEDIA E JORNALISMO Investigação

Aqui está um documento que vale a pena ter sempre à mão: A Dictionary of Useful Research Phrases.


 
Terça-feira, Maio 27, 2003
 
MEDIA E JORNALISMO Ideias

O artigo de Boaventura Sousa Santos refere-se ao facto de entre o poder judicial e o poder político estar a "lei da selva mediática" e que os media deveriam ser incluídos necessariamente nas tentativas de regular os conflitos entre ambos os poderes pois "quando o conflito entre o judicial e o político ocorre nos "media", estes, longe de serem um veículo neutro, são um factor autónomo e importante do conflito." Importante analisar, mais importante agir. E ha sempre soluções imaginativas...Basta lembrar o que fez e como fez, na gestão da cidade, Jaime Lerner, na prefeitura de Curitiba, para ver que a imaginação e a acção não têm limites. Ainda recentemente o DNA nos lembrava essa vitalidade activada por JL para resolver, para agir, para solucionar, coisa de que Portugal tanto precisa. E então no domínio das media...


 
Segunda-feira, Maio 26, 2003
 
MEDIA E JORNALISMO Investigação

Hoje, o Diário de Notícias publicou o seguinte texto:

PORQUE É QUE CERTOS ACONTECIMENTOS SÃO NOTÍCIA

HELENA MENDONÇA

Porque é que certos acontecimentos são notícia e outros não? Quais os critérios utilizados pelos jornalistas na filtragem dos eventos? Esses critérios são partilhados ou não pelos profissionais independentemente do país onde se encontram? Perguntas tantas vezes colocadas pelos leitores e a que uma equipa de investigadores da Universidade Nova está a tentar responder, num vasto projecto de investigação ainda em curso. Mas os estudos exploratórios do coordenador do projecto de pesquisa, Nelson Traquina, já permitem fazer uma aproximação à realidade das redacções: os jornalistas seleccionam os acontecimentos segundo critérios de novidade, notoriedade, infracção, conflito, etc. (os chamados «valores-notícia») e partilham uma cultura noticiosa comum, onde quer que trabalhem. Ou seja, os profissionais «fazem parte de uma comunidade ou tribo interpretativa transnacional», pelo que a cobertura noticiosa em países diferentes revela semelhanças significativas.


Nelson Traquina e a sua equipa (Cristina Ponte e Rogério Santos), do Centro de Investigação Media e Jornalismo da Universidade Nova, escolheram o fenómeno da sida para estudar o comportamento das redacções. O Diário de Notícias e o Correio da Manhã são os órgãos a analisar, através da análise de conteúdo de um vasto período noticioso, de 1981 a 2000. O gabinete dos investigadores está já repleto de dossiers contendo cinco mil peças dos dois jornais. «Temos um total de 40 anos de cobertura jornalística da problemática sida», entre editoriais, artigos de opinião, cartas do leitor, notícias e reportagens, sintetiza o coordenador. Uma enorme massa de artigos que começa agora a ser analisada, na tentativa de responder a uma «simples» pergunta: porque é que a sida é notícia?

O projecto está longe da conclusão (Setembro de 2004), mas Nelson Traquina tem realizado estudos exploratórios. Num desses trabalhos, o investigador comparou a cobertura jornalística da sida em cinco jornais de quatro países (Diário de Notícias e Correio da Manhã, Portugal; El País, Espanha; New York Times, EUA; e Folha de São Paulo, Brasil). ao longo de três meses, de Outubro a Dezembro de 1993. «Há milhares de acontecimentos todos os dias, nem tudo é publicado. É impossível, um jornal não é uma Bíblia», começa por frisar Nelson Traquina. Daí que a selecção de notícias seja uma tarefa fundamental numa redacção. O conhecido sociólogo francês Pierre Bourdieu escolheu a palavra «censura» para definir esse trabalho. Mas o investigador português prefere «definições mais rígidas», optando pelo conceito de «valor-notícia» - ou seja, «o critério utilizado para escolher um acontecimento e não outro».

CABIDES NOTICIOSOS. No curto espaço de tempo noticioso avaliado, um acontecimento teve especial destaque: o sangue contaminado na Alemanha. Os valores escândalo (contaminação), infracção (violação de regras), notoriedade (demissão do ministro da Saúde alemão) foram o trampolim para as notícias publicadas em todos os jornais sob investigação. O Dia Mundial da Sida, a 1 de Dezembro, constituiu outro «valor-notícia». «Demonstra que o factor tempo pode ser um critério e como foi inteligente a criação do dia para dar a capacidade de pendurar as notícias num cabide». Um dos aspectos confirmados pelo estudo de Nelson Traquina é a tendência dos media para as notícias negativas, uma opção tantas vezes criticada pelos próprios leitores. Sem minimizar a importância de publicar as «más notícias», o investigador deixa, porém, um conselho à comunidade jornalística: «Os jornalistas devem ter consciência de que há efeitos perversos dos valores-notícia. Defendo que devem procurar também as notícias positivas para equilibrar um pouco o efeito negativo.» No universo da sida, por exemplo, «há muita gente seropositiva que vive todos os dias e realiza coisas. Mas as notícias sobre essas pessoas não aparecem nos jornais».

Apesar de não partilhar a ideia de que o jornalismo «é inimigo da esperança», o investigador admite que a divulgação apenas de escândalos «pode enfraquecer a esperança dos cidadãos». Ao contrário do que muitas vezes parece, «procurar as notícias boas requer mais trabalho e a verdade é que os jornalistas estão pressionados pelo factor tempo», além de que, «as coisas más têm efeitos mais vastos, enquanto as boas não dão muito nas vistas». Mas, sugere o investigador, «num mundo em que parece haver só coisas negativas, há que fazer um esforço para introduzir uma componente positiva».


 
MEDIA E JORNALISMO Ideias

É obrigatório ler o artigo de hoje de José Manuel Fernandes sobre os limites do jornalismo livre. Em conclusão diz JMF: "Como disse Miguel Veiga no debate que já referi, o poder dos media não é escrutinável nem responsabilizável como é o poder dos eleitos ou mesmo o poder dos juízes. Pior: não existem, neste sector, mecanismos minimamente fiáveis de auto-regulação. Resta-nos a nossa consciência - e a minha diz-me que quero continuar a viver numa democracia liberal, num Estado de Direito onde existe separação de poderes e governo limitado. Ora se o jornalismo livre é condição essencial para a existência de uma democracia liberal, não é condição bastante. De nada nos serve, aos jornalistas, ficar sozinhos, entre ruínas."
Estou em geral de acordo com as posições tomadas por JMF. Só acho que, em geral, a consciência dos jornalistas já mostrou que não funciona e que é uma frágil resposta.a tão grandes problemas. Claro que a nível individual não é dispiciendo que JMF e outros exerçam esta vigilância a partir da sua consciência. Mas vê-se que onde a consciência de uns diz para a de outros diz publica. Julgo por isso que os outros poderes terão que por um lado se auto-corrigir (como assinala o editorialista) e por outro exercer poder sobre o jornalismo e os media que estão em roda livre. Julgo também que a responsabilização económica dos orgão de imprensa e da comunicação social terá que ser feita cada vez mais através de queixas dos lesados. Aí, se começar a pesar financeiramente, acredito então que os jornalistas se tornem mais "conscientes" e façam então um jornalismo responsável.





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