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MEDIA E JORNALISMO Investigação, Recursos e Ideias

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Sábado, Maio 24, 2003
 
MEDIA E JORNALISMO Recursos

O Jornal Brasileiro de Ciências da Comunicação que já vai no Ano 5, e no N. 218, na sua edição de 23 de Maio, que recebi hoje, fala do CIMJ e do nosso site e blogger (ver nº 27). Maior responsabilidade para cada um de nós….
Um dia, as Ciências da Comunicação, em Portugal, também terão que fazer o seu jornal. ....




 
MEDIA E JORNALISMO Ideias

Como o jornal em causa ainda não está a funcionar electronicamente, embora para lá caminhe, aqui deixo mais uma crónica com algumas Ideias em torno da Educação para os Media, publicada no Barlavento em 22/5/03.

O Que é a Educação para os Media?
Referi-me na passada semana à necessidade, reconhecida por várias entidades, de um programa de Educação para os Media. No entanto, é importante que se perceba de forma clara o que é que se quer dizer quando se utiliza esta designação. A Educação para os Media é a expressão portuguesa geralmente considerada como mais próxima das designações «Éducation aux Médias» e «Media Education». De facto, é a designação francesa que, de certo modo, pode ser entendida como pioneira neste campo ao ser adoptada pelo CLEMI (Centre de Liaison de L’Enseignement et des Moyens d’Information) – um organismo estatal dependente do «Ministére de L’Éducation Nationale, de la Recherche et de la Technologie», para identificar todas as actividades de carácter oficial, no âmbito da formação e da investigação, desenvolvidas por professores e alunos dos diferentes níveis de ensino com o objectivo geral de promover uma maior capacidade de entendimento e de domínio das matérias da comunicação e da informação, tal como se reproduzem nos meios de comunicação de massas mais vulgares, ou seja os Media. Assim, trata-se aqui do desenvolvimento de um programa muito abrangente de um vasto conjunto de acções bem diversas, embora todas elas com a finalidade comum de contribuir para uma nova literacia dos Media, tão necessária e urgente quanto a velha literacia «dos livros», passe o pleonasmo, que permita um domínio razoável das principais formas de informação e comunicação a que somos expostos todos os dias e sem as quais não conseguimos exercer alguns dos nossos mais fundamentais direitos de cidadania, tal como o direito à informação e o direito de livre expressão e circulação de ideias. Ora o que acontece é que a designação portuguesa é bastante mais redutora nos seus significados do que a francesa ou a inglesa. Enquanto que a «Educação para os Media» pode ser entendida, essencialmente, como o processo de desenvolvimento de capacidades básicas de escrita e de leitura que caracterizam os principais meios de comunicação de massas, já as expressões «Éducation aux Médias» e «Media Education» significam cumulativamente diferentes processos de Educação para, pelos e sobretudo com os Media, sendo esta última uma das principais características de modernidade das escolas dos dias de hoje, as quais têm forçosamente de lidar com outras realidades e com outras formas de aprendizagem que ultrapassam em muito os universos literários tal como os entendíamos ainda há pouco tempo atrás. Hoje, vivemos decididamente mergulhados numa sociedade da imagem e do imediatismo da informação, e por isso necessitamos que as escolas trabalhem também, cada vez mais, com estes conceitos e preparem os seus alunos para estas realidades, de forma crítica, reflexiva e autónoma, como por exemplo no âmbito do que poderemos chamar uma verdadeira «Pedagogia da Comunicação» e dentro desta, uma aprofundada «Pedagogia dos Media».



 
Quarta-feira, Maio 21, 2003
 
MEDIA E JORNALISMO Ideias

Num artigo da New Yorker intitulado On television- What makes public television valuable pode ler-se em conclusão: "Watching "Independent Lens" and "P.O.V.," a similar series on PBS, is like going into an independent bookstore—you don’t always find what you were looking for but you often find something you didn’t even know you wanted."



 
MEDIA E JORNALISMO Ideias

O nosso blogger tem o título MEDIA E JORNALISMO Investigação, Recursos e Ideias. Sugiro aos co-autores que cada vez que coloquem uma notícia ponham um desses subtítulos.
MEDIA E JORNALISMO Investigação
MEDIA E JORNALISMO Recursos
MEDIA E JORNALISMO Ideias
Julgo que isto facilitaria a leitura. Eu acrescentei ainda
MEDIA E JORNALISMO Agenda
É uma sugestão….



 
Terça-feira, Maio 20, 2003
 
Atenção ao texto de Herbert J. Gans na "Chronicle of Higher Education" -- Towards a New Journalism --, a propósito do seu mais recente livro Democracy and the News.


 
Segunda-feira, Maio 19, 2003
 
MEDIA E JORNALISMO Recursos

Alertada pelo João Carlos Correia, fui ao Notícias da Amadora () e naveguei pela Censura 16. Recomendo esta viagem a documentos e análises sobre constrangimentos em que por cá se fazia jornalismo.


 
MEDIA E JORNALISMO Agenda

FALAR TELEVISÃO 13, Dia 27 de Maio, 3a feira,
16h 30m e 18h

A telenovela tem sido um dos géneros mais programados nas televisões generalistas. A SIC e a TVI têm programado com extremo cuidado a sua exibição, tendo a TVI, nos últimos anos, investido, com bons resultados de audiência e comerciais, na produção de telenovelas portuguesas.

Que públicos vêm a telenovela em Portugal?
Como são as telenovelas assimiladas por esses públicos?
Quem estuda e como se estuda este género televisivo em Portugal?
Como são criadas e produzidas?
Que constrangimentos e potencialidades existem para os actores que nelas participam?
Que lugar e porquê ocupam as telenovelas nas programações?
O serviço público deve ou não investir também neste género televisivo?
Que evolução tem tido a inserção da telenovela brasileira na programação das televisões portuguesas ao longo dos anos?

Estas são algumas questões que estarão em debate no Falar Televisão que se realizará no dia 27 de Maio, no Institut Franco Portugais, em Lisboa.
Antes do debate haverá uma conversa com Patrícia Bull, ex-aluna da Escola de Comunicação Social de Lisboa sobre o seu percurso académico e profissional.


FALAR TELEVISÃO 13

Uma iniciativa
do Centro de Investigação Media e Jornalismo (CIMJ)
Organização de José Carlos Abrantes


Dia 27 de Maio, 3ª feira,
às 16h30m
no estúdio 2 do Institut Franco Portuguais
À Conversa com….Patrícia Bull
De uma Licenciatura em Jornalismo a actriz de telenovela

às 18h
no anfiteatro Philipe Friedman, Institut Franco-Portugais
Avenida Luís Bívar, 91 em Lisboa (perto do Saldanha)

A TELENOVELA EM PORTUGAL

Virgílio Castelo, actor
Isabel Ferin, professora da Universidade de Coimbra
Jorge Paixão da Costa, realizador e argumentista

Mais informações sobre o CIMJ
e sobre o Falar Televisão em
http://www.cimj.org/
jc.abrantes@netcabo.pt

Entrada livre
Com o apoio do jornal Público e
da Embaixada de França - Institut Franco-Portugais





 
Domingo, Maio 18, 2003
 
32 milhões de habitantes hispânicos, maioritariamente bilingues, são razão mais do que suficiente para os media dos Estados Unidos verem nesta comunidade um potencial de crescimento das audiências e tiragens.
[dica Mediabriefing]


 
Crónica publicada no jornal Barlavento, em 15/05/2003.
Educação para os Media e para a Comunicação?
Ainda no rescaldo das I Jornadas de Comunicação da Universidade do Algarve, onde se discutiram as questões éticas, estéticas e políticas da comunicação, perduram no ar as palavras do eurodeputado Pacheco Pereira, do PSD, dos deputados Augusto Santos Silva, do PS, e João Teixeira Lopes, do Bloco de Esquerda, e do jornalista Ruben de Carvalho, do PCP. Todos salientaram a necessidade da escola ensinar os seus alunos a lidar com os media e com as suas mensagens mas também com a informação nelas contida e eventualmente manipulada. Todos os intervenientes defenderam a necessidade de aproximar a realidade escolar às realidades transmitidas pelos meios de comunicação, já que essas são as principais formas de contacto de muitos jovens com os mundos fora da escola, especialmente através da televisão, sem que no entanto estejam verdadeiramente preparados para o seu entendimento integral. Registei com especial agrado a recomendação feita por Pacheco Pereira sobre a grande importância de os alunos de hoje saberem ver e entender televisão, ou seja, saberem ler, escrever e contar as suas histórias televisivas de todos os dias, requerendo que a escola desenvolvesse um verdadeiro programa de educação para os media. Ora aqui é que as coisas ironicamente se complicam e confundem, porque foi exactamente o partido de Pacheco Pereira, que ao chegar ao governo, numa ânsia de mostrar vontade de poupança e de contenção de despesas, acabou com o único programa de educação para os media existente no seio duma instituição educativa oficial - o Instituto de Inovação Educacional, de boa memória, mas inapelavelmente desactivado pela nova equipa ministerial. Então, resta-nos agora o magro consolo de saber que mesmo a mais tenaz política de poupança não impede a manifestação de consensos éticos quando as situações reais assim o exigem. E se por mais não fosse, mesmo só por isto, já teria valido a pena ter ido até ao reino dos algarves.



 
Autor: Filipe Carreira da Silva

Título: Espaço Público em Habermas. Lisboa, ICS, 2002
Na misteriosa ausência de uma tradução feita em Portugal de Mudança Estrutural da Esfera Pública ( a única tradução existente em língua portuguesa foi feita no Brasil, é problemática nalgumas das suas passagens) e num momento em que recrudesce o interesse sobre o modelo normativo de deliberação Pública, Filipe Carreira da Silva, Sociólogo do Stº Edwars College de Cambridge, apresenta um trabalho simples e bem estruturado sobre o conceito de Espaço Público em Habermas. Vale a pena.


 
Acaba de sair uma nova obra de João Pissarra Esteves, "Espaço Público e Democracia. Comunicação, Processos de Sentido e Identidades Sociais", das Edições Colibri. Os papéis (ambivalentes, como sublinha) dos media nas relações entre política e comunicação atravessam os seus cinco capítulos, dos media clássicos aos novos media.




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