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Sábado, Abril 12, 2003
 
MEDIA E JORNALISMO

Nos dias 10 e 11 fui ao Porto, à Universidade Fernando Pessoa onde se desenrolou o I Congresso Luso-Brasileiro de Estudos Jornalísticos simultaneamente com o II Congresso Luso Galego de Estudos Jornalísticos.
Nele foi apresentada a revista nº 2 do CIMJ pelos nossos colegas Nelson Traquina e Cristina Ponte, tendo também Rogério Santos e os dois colegas citados apresentado comunicação. Eu limitei-me a entrevistar o Edudardo Meditsch para um dos próximos números da nossa revista e a fazer os habituais contactos, neste caso com colegas brasileiros.
Os parabéns a Jorge Pedro de Sousa, o anfitrião organizador, que foi de uma inexcedível simpatia. E os debates que ouvi foram bastantes vivos, especialmente o que se debruçou sobre Jornalismo de referência, democracia e espeço público. Mario Mesquita substituíu o conceito de jornalismo de referência pelo de jornais de referência, numa análise muito interessante mas que deixa de for a uma parte da questão (o jornalismo de qualidade na rádio, na televisão e na internet) e houve uma análise
muito interessante sobre a evolução da segmentação dos públicos na rádio (Xosé Ramon Posa e Eduardo Meditsch).




 
Quarta-feira, Abril 09, 2003
 
MEDIA E JORNALISMO

1 Ontem, numa esplanada cheio do sol de Abril, ouvi uma conversa animada de uma mesa de senhoras, uma das quais casada com um jornalista. Dizia uma delas que hoje, quando temos um problema que não se resolve, já não vale a pena recorrer ao advogado ou ao amigo bem situado. "Vale mais recorrer ao jornalista. Eles ficam logo cheios de medo", dizia uma das minhas vizinhas de ocasião.

2 Será isto poder? Talvez não em sentido clássico. As mortes de jornalistas na guerra mostram bem que o poder, a coercividade, está do lado quem o pode exercer. A guerra aliás tem provavelmente atenuado a imagem de excesso ultimamente colada ao jornalismo (embora estes se deixem levar pelo excesso de tempo, de textos e de imagens com que nos intoxicam com guerra). Mas não duvido que a imagem de missão social que atribuímos ao jornalismo , reaparece agora com as vitimas inocentes que a guerra está a fazer na profissão, bem como com a severa condenação com que o regime de Fidel resolveu brindar a classe.

3 Num colóquio realizado na Universidade Católica, Joaquim Vieira, director do Observatório de Imprensa, sublinhou (…)o lado "romântico", de "dedicação à causa social" que impele os repórteres a perseguir uma história até ao limite.segundo o relato do Público, o mesmo Joaquim Vieira, .recordou igualmente que muitos jornalistas "sonham ter o seu próprio Watergate", correndo o risco de sobredimensionar uma matéria ou de noticiar sem confirmar. E isso pode tornar-se perigoso, dado que uma investigação jornalística pode "denegrir permanentemente a imagem de uma pessoa ou instituição".
Entre Deus e o Diabo parece ser a sorte dos jornalistas, afinal sorte que também é partilhada por cada um de nós.




 
Terça-feira, Abril 08, 2003
 
MEDIA E JORNALISMO

1 No DN de hoje dá-se conta do reaparecimento do Rádio Clube Português que voltará a emitir a partir das 00:00 do próximo sábado.

2 Por outro lado, dá-se ainda conta da nova fase da RDP , "uma rádio generalista assente na informação". Mas de facto há muito trabalho a fazer na RDP nesta área. Se virmos os resultados do Bareme Radio da Marktest, ainda no DN, verificamos que o público da Antena 1 é maioritariamente masculino, se situa maioritariamente entre os 45 e os 65 anos e se concentra sobretudo na zona da Grande Lisboa, no Litoral e no interior Norte. Convenhamos que para ligar o país é um público demasiado escassso ou mal distribuído. Deveria dar para reflectir…

3 Ainda no DN se dá conta que Pacheco Pereira irá avançar com um protesto formal contra a Euronews . Pacheco Pereira que considera que a Euronews está a fazer uma cobertura da guerra no Iraque «completamente manipuladora e pouco objectiva», colando-se à posição franco-alemã em relação ao conflito.
«Se fosse um canal privado, não tinha nada a opor, mas trata-se de um canal que se assume como o canal europeu de notícias, que tem financiamentos comunitários e que está aliado a várias estações públicas de televisão da Europa», explicou ao DN Pacheco Pereira.
Mais um dado para mostrar as dificuldades da informação em tempo de guerra sublinhada também no artigo de José Vitor Malheiros CNN, divisão aerotransportada

e na peça de Paulo Miguel Madeira Guerra acentua dificuldades em lidar com liberdade de imprensa, ambos no Público.






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