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MEDIA E JORNALISMO Investigação, Recursos e Ideias

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Sábado, Março 29, 2003
 
MEDIA E JORNALISMO Agenda

Há mais informações sobre as I Jornadas de Comunicação da Universidade do Algarve em http://www.ualg.pt/ese/.



 
Sexta-feira, Março 28, 2003
 
MEDIA E JORNALISMO

Realizou-se como previsto o atelier sobre informação televisiva, coordenado por Isabel Ventura, com a colaboração de Telmo Gonçalves e que teve a participação de 12 pessoas, mostrando ser uma iniciativa para a qual há público. Foram dadas informações comparativas entre os diferentes telejornais gravados, foram mostrados os telejornais da GNT e da M6 e analisadas algumas peças informativas de vários telejornais.

Foi também exibido o filme Modos de Ver-Percursos de uma notícia e realizou-se o debate previsto sobre Jornalismo Televisivo. A tónica das intervenções foi a de que o jornalismo televisivo existe, que está mesmo bem activo e com boa imagem derivada da guerra, que tem pontos de força e debilidades, que algumas dessas características estão também nas outras formas de jornalismo, nomeadamente no jornalismo escrito.Algumas questões ficaram no ar, nomeadamente:
1 aprofunda-se a democracia com o recurso constante a depoimentos provenientes do "povo" ou pelo contrário estes depoimentos (que não se vêm tão frequentemente noutras democracias ocidentais) são um factor irrelevante, mesmo negativo, na construção de uma informação de qualidade?
2 sendo certo que os últimos dados mostram que os telejornais e outros programas de informação estão a ter eco positivo nas audiências, seria interessante verificar, com estudos qualitativos, os modos de recepção dessa informação que chega a telejornais com uma duração de duas horas. (ver a peça de Maria Lopes, assinalada ontem, neste blogger).
As intervenções dos convidados Joaquim Vieira, Miguel Gaspar e Hália Costa Santos forma de grande qualidade e houve algumas intervenções da sala também muito interessantes, nomeadamente a de Eduardo Cintra Torrres, que defendeu a justeza da estratégia actual de alongamento da informação bem como da legitimidade da "vox populi".





 
Quinta-feira, Março 27, 2003
 
MEDIA E JORNALISMO Ideias


Num outro texto, As imagens que faltam, também no Público, José Pacheco Pereira faz hoje um ataque que me parece desproporcionado à Al Jazira. Ainda recentemente fiz eco, neste blogger, de uma rejeição da Al-Jazira a uma entrevista com Bin Laden (entrevista que passou na CNN) e, mais recentemente, chamei a atenção para um texto que mostrava que a CNN e a Al-Jazira estavam a relatar duas guerras ….diferentes. O cronista tem seguramente razão que há imagens que faltam, mas a falta também está do lado de cá. O ponto de vista que temos é quase sempre o ponto de vista das forças aliadas. Vi, por exemplo, José Rodrigues dos Santos, dar uma explicação entusiasmada face a imagens de síntese que julgo terem sido fornecidas pelas forças americanas sobre a tomada de um aeroporto, mas nada do ponto de vista dos vencidos nem sequer, ao menos, um distanciamento cuidadoso em relção a imagens fabricadas num computador…



 
MEDIA E JORNALISMO Ideias

Numa peça de Maria Lopes, intitulada RTP cresce com a guerra , verifica-se que, em termos de audiências e de share, a RTP1 ganhou alguma vantagem em relação à SIC e à TVI..
"Marcante é, no entanto, a mudança de interesses dos espectadores da RTP1. Se o habitual era ver o primeiro canal colocar no top dos 15 mais vistos os seus dois principais blocos noticiosos e os concursos O Elo Mais Fraco e O Preço Certo em Euros, agora o entretenimento cedeu tais posições a mais informação." Maria Lopes
Sou um defensor que os espectadores que não têm tempo de ver telejornais de duas horas (como na peça se refere ter sido a duração de um telejornal recente da RTP1), deveriam ter a possibilidade de vêr o que se passa no mundo num telejornal de meia-hora. Julgo também que essa responsabilidade deveria caber ao serviço público. Mas as audiências têm provavelmente razão…. E a cultura da escolha não é uma cultura de democracia, pelo menos, na versão lusitana.



 
Quarta-feira, Março 26, 2003
 
MEDIA E JORNALISMO Recursos

De uma notícia do Público

"O antigo secretário de Estado da Comunicação Social e deputado Alberto Arons de Carvalho o professor António Monteiro Cardoso e o jurista da RTP João Pedro Figueiredo , lançam hoje o livro "Direito da Comunicação social", uma obra que se propõe "fornecer um quadro global do regime da comunicação social em Portugal, à luz dos antecedentes históricos e das experiências estrangeiras de maior relevância". ….
O lançamento do livro, editado pela Editorial Notícias, decorre às 18h30 na livraria Almedina, no centro comercial Atrium Saldanha, em Lisboa




 
MEDIA E JORNALISMO

Duas televisões, dois mundos, a mesma guerra
é um interessante texto escrito por KARIM EL-GAWHARY, a partir de Amã e que mostra como a mesma realidade está a ser mostrada de forma diferente pela CNN e pela Al-Jazira.
"O resultado das duas frentes mediáticas não podia ser mais diferente. A CNN mostra, com as suas "câmaras ao vivo", o lado limpo da guerra com imagens de explosões pirotécnicas em Bagdad, que mais parecem efeitos especiais "made in Hollywood", ou mostra as tropas americanas em andamento ou as unidades em combate. Os generais dos Estados Unidos apontam para os gráficos e dão explicações sobre o hipotético decurso da guerra. Explicam que aqui e ali as cidades não foram conquistadas mas sim "cleared".
A Al-Jazira, por seu lado, mostra o lado feio da guerra. Imagens que não podemos olhar de frente, porque nos sentimos mal. Como por exemplo as imagens no hospital em Bassorá, onde se vêem corpos todos carbonizados. Os cadáveres estão empilhados no corredor do hospital e um dos enfermeiros tenta limpar o sangue das vítimas. Os espectadores da televisão árabe olham para o lado e sentem-se impotentes."




 
Terça-feira, Março 25, 2003
 
MEDIA E JORNALISMO Ideias

Eduardo Cintra Torres, no Olho Vivo, analisa a guerra na televisão com um segundo artigo, completando o que escrevera ontem.
ECT considera positivo o balanço da cobertura jornalística feita em Portugal: "Balanço português: o espectador precisa de picar os três canais generalistas para obter o melhor da informação e do comentário. Mas o esforço de três canais tem sido louvável, com repórteres em Bagdad e outros pontos do Médio Oriente, com inúmeras intervenções, o recrutamento de bons especialistas civis e militares, com uma apreciável quantidade de informação e uma boa qualidade dos comentadores especialistas. As muitas horas de emissão não só são úteis mas também desejadas, como os índices de audiência mostram…"




 
Segunda-feira, Março 24, 2003
 
MEDIA E JORNALISMO Recursos

Eis o
PRESS RELEASE
do FALAR TELEVISÃO 11

Os media e, em especial os jornalistas, são (os maiores) criadores de pseudo-acontecimentos. Esta afirmação, de Daniel Boorstin, data de 1961, ano da primeira edição de The Image: A guide to pseudo-events in America.
Actualmente mergulhados num conflito do mundo real (a guerra) os jornalistas já foram, infelizmente, vítimas desse conflito devastador. Mas isso não nos pode impedir de reflectir sobre se o que se vê nos écrãs, ainda se pode colocar como uma emanação do jornalismo "tradicional", sobretudo em tempo de crise (como foi o recente "caso" da Casa Pia). Ou estaremos antes a assistir …
ao sucesso de estratégias mais comerciais e de entretenimento do que noticiosas;
ao aproveitamento de factos da vida real para gerar pseudo-acontecimentos colaterais que se arrastam no tempo;
ao abandono da tradicional função de "gate-keeper", deixando o directo invadir os écrãs, tantas vezes sem justificação;
ao abandono do distanciamento crítico para a adopção de comportamentos emocionais;
a uma duração excessiva dos telejornais, "obrigando" os espectadores, para se "informarem", a ficarem 1h, 1h 30 ou mesmo 2 horas, frente aos écrãs;
à adopção de procedimentos de jornalismo investigativo sem a adopção das cautelas e garantias instituídas nos procedimentos jurídicos;
a uma "inundação" das interacções pessoais, familiares e sociais pela repetição "ad nauseam" de agendamentos discutíveis em termos de interesse público…
Mesmo na cobertura de uma guerra algumas desta questões são pertinentes. Assim os jornalistas de televisão lhes queiram responder na próxima 5ª feira, pois o debate é um elemento indispensável na vida das instituições democráticas, como também é a televisão nas suas relações com a vida social de um país.
A sessão inicia-se pelas 15 horas com um atelier intitulado Um Mundo de Informação (com inscrição prévia), seguindo-se às 17h 30 o visionamento de Modos de Ver-Percursos de uma notícia, um video sobre um telejornal da RTP. Às 18h 15m o debate Informação televisiva: ainda há jornalismo nas televisões generalistas? encerrará as actividades do dia.

E O PROGRAMA....
FALAR TELEVISÃO 11

15h

I ATELIER no estúdio 2 do Institut Franco-Portugais (IFP)
UM MUNDO DE INFORMAÇÃO
com a apresentação, entre as 15h e as 17h 15 de vários exemplos
de jornais televisivos (M6 e outros telejornais franceses, RAI, SIC, TVI, RTP...).
Responsável do atelier: Isabel Ventura
Licenciada em Jornalismo pela Universidade de Coimbra
Inscrição prévia jc.abrantes@netcabo.pt ou pelo telefone 96 255 04 15
e no próprio dia (se houver lugares disponíveis), no IFP

17h 30m

II VIDEO no estúdio 2 do IFP
MODOS DE VER
PERCURSOS DE UMA NOTÍCIA
Um video sobre um telejornal da RTP
de José Carlos Abrantes

18h 15m

III DEBATE no anfiteatro Philipe Friedmann
INFORMAÇÃO TELEVISIVA:
AINDA HÁ JORNALISMO NAS TELEVISÕES GENERALISTAS?

Hália Costa Santos
Instituto Politécnico de Tomar
Joaquim Vieira
Observatório da Imprensa
Miguel Gaspar
Crítico de televisão do Independente

FALAR TELEVISÃO Uma iniciativa do Centro de Investigação Media e Jornalismo (CIMJ) Organização de José Carlos Abrantes

Entrada livre
Com o apoio do jornal Público, da Embaixada de França - Instituto Franco-Portugais
e do Instituto da Comunicação Social

TODAS ACTIVIDADES Dia 27 de Março, 5ª feira, no Institut Franco-Portugais
Avenida Luís Bívar, 91 em Lisboa (perto do Saldanha)






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