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MEDIA E JORNALISMO Investigação, Recursos e Ideias

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Sábado, Março 22, 2003
 
MEDIA E JORNALISMO

Num artigo assinado por Carlos Ramalheira e Luís Marques, ambos médicos psquiatras e formadores de professores, questiona-se a cobertura mediática dada à notícia, com origem em Inglaterra, sobre a prática "aconselhada" de sexo oral aos adolescentes para combater a gravidez crescentes nas jovens.
Dizem os autores: "Toda esta agitação mediática mais não revela do que um tratamento incompetente de notícias da imprensa inglesa e da agência Reuters, apressadamente treslidas e adoptadas pelo (velho e folclórico) vanguardismo de serviço. De facto, houve uma polémica em Inglaterra, mas apenas porque foi publicamente criticado, por ser considerado inadequado, insensato e contraproducente um aspecto específico de um programa de formação de professores da Universidade de Exeter, denominado "A Pause" (não, de facto não é um "texto" de Blair...)."




 
Sexta-feira, Março 21, 2003
 
MEDIA E JORNALISMO

Na última página do Público,numa peça de João Manuel Rocha refere-se hoje aquilo de que se falou abundantemente em simultâneo com o discurso do início da Guerra: 6 minutos de imagens do Presidente Bush antes da intervenção televisiva, que foram para o ar, ninguém sabe porquê, nem como. Um directo em televisão é sempre uma vertigem para os telespectadores e também...para os jornalistas.




 
MEDIA E JORNALISMO



Na Folha de S. Paulo, hoje, sexta-feira, noticia-se

"Na TV, deu zebra na cobertura do início da guerra dos EUA contra o Iraque. O primeiro enviado especial a Bagdá a entrar no ar ao vivo, com imagens das explosões, foi Carlos Fino, da estatal portuguesa RTP. Já a rede norte-americana CNN, líder internacional de notícias, só mostrou os bombardeios três minutos depois."

Um scoop que a RTP conseguiu e logo um scoop mundial....


 
Quinta-feira, Março 20, 2003
 
RECURSOS (Livros)

Também de Claude Jean Bertrand recebi Arsenal da democracia, tradução do livro em francês daquele autor, editada no Brasil. O livro é de facto um misto de autoria e coordenação pois vários autores, entre os quais Mário Mesquita, assinam capítulos além do coordenador francês. Um livro muito interessante pois desenvolve os media accountability systems (MAS), ao fim e ao cabo todos os "meios de incitar a mídia a cumprir o seu papel". Do provedor do leitores à educação para os media, do ensino do jornalismo à crítica, são elencados vários meios de contrabalançar o "poder" dos media.

Bertrand, C.J. e al., O arsenal da democracia: Sistemas de responsabilização da mídia, Bauru, Editora da Universidade do Sagrado Coração, 2002.


 
RECURSOS

Um site de que é responsável
Claude-Jean Bertrand com muita informação especializada sobre organismos reguladores dos media de todo o mundo. Pode também consultar dezenas de códigos deontológicos dos jornalistas (em versões em inglês...). Tem também artigos, casos...muita informação.


 
Quarta-feira, Março 19, 2003
 
MEDIA E JORNALISMO

No Diário de Notícias de hoje, na secção DN Educação, vem um texto de um aluno da Escola Secundária Moinho de Maré do Seixal que reaje à informação televisiva da era (portuguesa) da pornografia infantil. Diz ele: "Hoje em dia...é nojento ver os telejornais." Haverá jornalistas, na televisão, que leiam os jornais com atenção?


 
Terça-feira, Março 18, 2003
 
IDEIAS
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"O correspondente da estação televisiva árabe de notícias Al-Jazira no Afeganistão, Taysir Alony, entrevistou Bin Laden após os atentados de 11 de Setembro, mas a Al-Jazira não transmitiu a entrevista.

Os chefes de redacção consideraram que não obedecia aos critérios éticos que regem a sua televisão, por Bin Laden não ter respondido a todas as perguntas do jornalista. Semanas depois, a cadeia americana CNN teve acesso à gravação da entrevista e transmitiu-a quase na íntegra, sem consultar a Al-Jazira."
de uma peça de Paulo Moura.

Um exemplo que vem do mundo árabe e que mostra a inexistência de filtros do jornalismo actual.


IDEIAS

O que nos leva à secção Media, do Diário de Notícias, que põe em relevo o aparecimento, em Espanha, de sites de Notícias sem filtro, um fenómeno que, segundo Fernando Barciela faz furor no país vizinho.
Será que em Portugal os filtros são menos apertados e, portanto, o que vai para os sites da internet em Espanha sai nas primeiras páginas dos nossos quotidianos e nos telejornais diários, tornando assim desnecessários os confidenciales?



 
IDEIAS

Prossegue hoje, nas páginas do Público, o questionamento da posição dos editoriais sobre a guerra. Vicente Jorge Silva, faz uma resposta à nota da direcção, alegando ter sido co-autor do Estatuto Editorial e do Livro de Estilo. Em síntese, VJS acha que a "o Público não toma posição sobre a guerra, apesar (um enorme, enormissimo apesar!) das posições reiteradas e militantes do seu director a favor dela."
Estranhamente não consegui link para este texto, por isso não o incluo.



 
Domingo, Março 16, 2003
 
IDEIAS

Vale pena voltar à guerra anunciada e à imprensa escrita.

1 Na sexta-feira, uma nota da direcção editorial do Público situa os editoriais de José Manuel Fernandes como uma opinião individual e não como a expressão de uma tomada de posição do jornal.
"Desta posição não decorre que os jornalistas do PÚBLICO, nomeadamente os que integram a sua direcção editorial, não tenham posições individuais sobre a actual crise ou que fiquem impedidos de as exprimirem. Inclusivamente em editoriais assinados, como é regra dos editoriais do PÚBLICO desde o seu nascimento."Talvez não fosse clara para os leitores esta possibilidade de pluralidade editorial, aliàs "rara entre os grandes jornais de referência", como salienta a nota.

2 Hoje, Domingo o assunto volta às páginas do Público, na crónica de Mário Mesquita intitulada O não do "New York Times ". Este não do New York Times "também significa que, ao contrário do que sustentam alguns comentaristas da nossa praça, as críticas à gestão pela Administração Bush da crise iraquiana não nos transformam em simpatizantes da Al-Qaeda, admiradores de Saddam Hussein ou antiamericanos. Da mesma forma que o "NYT", ao dissociar-se das opções da Casa Branca e do Pentágono, não se "naturalizou" francês, alemão, russo ou chinês."
Num período em que o jornalismo e os media são tantas vezes (e quase sempre justificadamente…), associados a excessos e atroplelos, sabe bem ver um gesto de afirmação de autonomia da imprensa face aos poderes instituídos. E não posso deixar de recordar a imagem romântica e lutadora do jornalista num dos filmes que mais aprecio, O Homem que Matou Liberty Valance, de um dos realizadores de que também mais gosto, John Ford. Mas isso é para o o outro blogger….
Na secção dos Media, há ainda uma peça de Paulo Miguel Madeira". que retoma este assunto. E, são também destacadas as posições de vários jornais de referência, das quais destaco a do El Mundo:
"Com a ONU, um erro; sem a ONU, uma barbaridade"
"El Mundo", Madrid, título de editorial de 11 de Março de 2003





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